Mudar de rumo, transpirar ideias e fazê-las acontecer é o que falta. Falta poder na voz, mas falta também capacidade de decisão e determinação para levar as coisas para a frente.
A crise não se fez sozinha e também não vai acabar por obra e graça do Espírito Santo... Se acabar a crise económica, há-de manter-se a crise política, a social, a de valores, ou outra. Nenhum bolo aparece feito sem o pasteleiro pôr primeiro a mão na massa. É demasiado fácil ficar sentado no sofá a ver o noticiário de cerveja na mão e a mandar "postas de pescada" para o ar, a dificuldade chega de mãos dadas com a necessidade de fazer sacrifícios. Aí, minha nossa senhora, haja paciência mas o povo português sempre foi habituadinho a ter as mordomias todas, livrem-se os que tentarem tirar-nos o dinheiro para o camarãozinho ao fim do mês!! Isso não pode acontecer, amigos. Tirem os "gajos" do governo, façam qualquer coisa, mas eu quero chegar ao fim de semana e jantar no da Ti Maria Caxuxa e poder beber o melhor vinho da casa.
É cor de rosa pensar que algumas mentes retrógradas pensam assim. Mas não. Não são alguns, é a grande fatia do sustento de Portugal que pensa assim. As pessoas querem um emprego, mas não querem trabalhar. Querem o dinheiro, mas também querem poder gastá-lo em coisas supérfluas. Querem que a situação económica mude, mas não querem fazer por isso. Eles que se desenmerdem.
E por que não inovar? As pessoas precisam de uma injeção de confiança, vontade, coragem e uma pitada de loucura. Só assim nascerão ideias e renascerá a construção de um povo, de uma família.
Já dizia Zeca Afonso: "O que faz falta é animar a malta". E se não resolvermos nada assim, pelo menos fica a tentativa. Não fica só a intenção.

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