Sim. Um banco de jardim meio tosco, com ar de podre, abraçando dois idosos que, discretamente, dão as mãos e contemplam a maravilhosa paisagem feita de um verde mais vivo que eles próprios. Uma criança despida, com o estômago inchado da falta de nutrição, os joelhos esfolados e as mãos e os pés sujos, a tomar banho com água fervida na panela e a sorrir. Uma árvore completamente torta no meio dos altos e hirtos pinheiros de uma enorme floresta. A competição entre a harmonia, a luz e o frio cortante num dia de sol de inverno... Tudo isto é imperfeito. Tudo isto é perfeito. Tudo isto é vida.

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