Te mato.
Porque digo sempre que é só mais um
E, no entanto, não tenho prazer algum
Como naquele momento exato.
O amarelo entre os dedos,
O cheiro a cancro e a morte
Sufocam-me a alma sem medos
E fazem nascer enredos
Que pautam toda a minha sorte.
Os beijos apaixonados numa estrada
Em que perdoo cada facada,
Porque o caminho do amor é mais cedo do que eu.
Inspiro, expiro, puxo, travo
E desfloro a minha vida como um cravo
Que, pétala a pétala, morreu.
Tomás Garcez. 08.04.2014
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