Três. Dois. Um. Tenta outra vez. Por favor, tenta outra vez. Não deixes que a noite acabe sem que os teus olhos fechem e aqueles pensamentos se evaporem. Não deixes que passe nem mais uma noite em que o barulho dos pensamentos se mostra mais influente em ti do que tu próprio. Precisas de descansar. Tiveste um dia longo... Tiveste uma vida longa.
Mas aqueles olhos!
Lembra-te, precisas de te encontrar, precisas de respirar fundo, sentir o vazio e, ao mesmo tempo, sentires-te em paz. Precisas de ti, porque sem ti tu não és nada. E sem ela, quem sabe se não serás ainda mais.
Mas aquele sorriso!
Oh, como era bom se fosses corajoso. Se fosses capaz de desligar a cabeça por uns segundos, seguir o coração e viver. Mas não, preferes continuar nesse ciclo sem fim de esperar que as coisas caiam do céu. Preferes deixar-te afetar pelo meio, em vez de fazer algo por afetá-lo a ele. Assim não pode ser. Tens que ser feliz. Acima de tudo, tens que ser feliz.
Mas aquela voz, e aquele soluço que ela faz quando se ri!
Deixa! Não vale a pena, percebe que tu não consegues, mentaliza-te de que és fraco, corroído, mortal. Percebe que não serve de nada lutar por uma causa perdida. Se não queres mudar, para quê lamentares-te?
Mas e tu... esta voz dentro da minha cabeça, porque me atormentas também tu se sabes que nem o que sinto por ela me devia atormentar?
Sinto-me psicótico.

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